dez 25, 2017 / by Ser e Pertencer / In Blog / Deixe um comentário

Um fim simbólico

O tempo medido é uma forma simbólica de encontrar um sentido na contagem da vida. Fim e início de ano é sempre tempo de morrer e se refazer.

O calendário marca sempre um tempo que deixamos para trás e um tempo que recebemos como novo. A sensação que temos é que dezembro tem uma magia única e peculiar. Como se ele fosse diferente de outros meses. Decidimos criar uma forma de contar o tempo e medi-lo para que ele pudesse fazer algum sentido para nós, ou melhor, a vida tivesse algum significado além da aridez da passagem dos dias.

O resultado disso são os símbolos que carregamos em tempos que festejamos. Todo dezembro é sempre marcado por uma ansiedade quase respirável. Para alguns há expectativas de encontros familiares, parentes, amigos e festejar, como o anseio pela celebração gera uma corrida fora do tempo. Para outros a ansiedade da angústia de viver o dissabor de ser quase que obrigado a estar com pessoas que não gostamos entre eles familiares, parentes e conhecidos. Parece que não há espaço para quem deseja simplesmente viver a realidade de um mês em simbolismo algum.

Tempos que carregam símbolos são sempre formas de dividir interesses e desejos. Nessa diversidade de vontades, desejos, anseios, expectativas, alegrias e tristezas, pois não existe um tempo tão frutífero de múltiplos e contraditórios sentimentos como o mês de dezembro, onde encontramos as variadas maneiras de viver. Da celebração religiosa ocidental simbólica que reside no nascimento de Jesus na qual procura-se reviver a memória marcante do começo de uma nova proposta de vida, procuramos tentar uma conexão que transcenda a aridez da vida. Dessa forma, vamos tentando encontrar um sentido que nos leve a viver melhor o próximo ano que chega.

Meus amigos e amigas, a vida é cheia de símbolos que nos dão sentido e uma vez vivificados em nós, revelam as riquezas que nos motivam a seguir. Seja em agradecimento, seja festejando, seja encontrando, seja desencontrando, seja em solidão frutífera, seja em comunhão edificante, viva. O importante nesse fim de ano é que possamos encontrar um lugar onde o conforto do coração seja respeitado. Que o coração encontre uma forma de nascer para poder ser expressão de vida no Natal e que a vida seja algo que dentro do novo tempo que chega possa ser conhecida e apreciada por nós. Feliz nascimento e uma nova contagem de tempo que dê frutos.

Boa semana!

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